Não resta dúvida, passados mais de três anos da posse presidencial, que o programa econômico pressupunha o desmonte do Estado e seus braços estratégicos. Por má-fé, por traição, por venalidade, por grana viva, por compromissos ou até por ideologia mesmo. O fato é que o desmonte da Petrobrás adquiriu, desde o primeiro dia do comando do tal Posto Ipiranga que se mostra agora em sua verdadeira grandeza de Lojinha de Conveniência, uma dimensão superlativa, maior até do a que a do genro do FHC e sua Petrobrax. Se a Petrobrax não passou, o acento em Petrobrás foi suprimido. Acentuação não existe em inglês, muito menos haveria em oxítonas terminadas em as, como em português. Pouco se me dá, eu continuo usando Petrobrás com acento e respeito. Há uma operação psicológica em curso, a Petrobrás tem história no imaginário popular, um orgulho remanescente. Talvez pela primeira vez, desde a subordinação ao V Exército de Mark Clark, o movimento popular contrariou os interesses externos, fo...
A Ucrânia existe como Estado soberano há trinta anos. Não é muito tempo, o espaço de uma geração. O que era antes? Simplificando, alvo de disputas entre poloneses, russos, cossacos e etnias locais com tiranetes regionais. Em Brest Litowski e na guerra que lhe sucedeu, sob a égide dos ventos da revolução russa de 1917,formou-se a República Socialista da Ucrânia, integrante da federação conhecida como União das Repúblicas Socialistas Soviéticas - URSS - um ano após. O processo de industrialização da Ucrânia na década de 30 foi acompanhado de uma escravização do campesinato promovida por Stalin. Com a obrigação de produzir em fazendas coletivas e sem direito ao consumo dos bens produzidos enquanto não fossem atingidas as quotas, no mais das vezes escorchantes como as taxas de juros no Brasil de hoje e que também são fator de escravização, estima-se que de quatro a seis milhões de camponeses tenham morrido por inanição ou repressão. Episódio conhecido como Holomodor. A inv...
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